Quando uma decisão custa tudo
Paulo Schmoeller · Lucas 14:28-33
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Quando uma decisão custa tudo - Paulo Schmoeller | Lucas 14:28-33
A igreja conectar é uma igreja que inspira as pessoas a terem um relacionamento com Jesus. Nosso objetivo é ser uma igreja leve, profunda e impulsionadora que transforma a vida das pessoas e das gerações.
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Nada é pior do que planejar algo e, no final, perceber que tudo virou um caos, não é verdade? Talvez você já tenha passado por isso. Uma viagem meticulosamente planejada, com todos os destinos definidos, acaba sendo frustrada por imprevistos que fogem ao seu controle. Ou quem sabe um orçamento que, de alguma forma, extrapola o limite já apertado. Mas talvez o cenário mais desafiador seja aquele no qual você precisa tomar uma decisão importante e, mesmo após levantar todos os dados possíveis e calcular os riscos, o resultado foge completamente do esperado.
Lucas registrou diversos ensinamentos de Jesus que são relevantes para a vida. Entre eles, há um que trata sobre o custo das decisões e pode realmente transformar nossa perspectiva. O evangelista nos conta que muitas pessoas começaram a seguir Jesus devido à fama que seu ministério estava alcançando. Pessoas de todas as partes desejavam um encontro com Ele, mas muitos estavam motivados apenas pelo que Jesus poderia oferecer em termos de milagres e provisões, em vez de buscar uma transformação genuína.
"Se alguém que me segue amar pai e mãe, esposa e filhos, irmãos e irmãs, e até mesmo a própria vida, mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. E, se não tomar sua cruz e me seguir, não pode ser meu discípulo." (Lucas 14:26-27)
Essas palavras expõem o maior custo que existe. Jesus coloca em questão o amor que temos por aqueles que são mais preciosos para nós: nossos familiares. Ele nos desafia, afirmando que, se amarmos mais essas pessoas do que a Ele, não seremos dignos de ser Seus discípulos. Esse é um alerta extremamente desconfortável, mas necessário.
Quando Jesus fala sobre tomar a nossa cruz, Ele está nos chamando a nos identificarmos com Ele diariamente, aceitando a vergonha, o sofrimento e submetendo-nos à vontade de Deus. Isso significa morrer para nossas próprias vontades, sonhos e ambições. Jesus não esconde a verdade; Ele quer garantir que entendamos o compromisso que estamos assumindo.
A questão sincera é: é fácil amar a Deus mais do que a pessoa que você mais ama? Colocar os seus próprios planos e desejos sob a autoridade de Cristo é uma tarefa simples? Esses são desafios reais e, no meio dessa tensão, Jesus nos oferece uma ilustração que ajuda a entender o verdadeiro custo de segui-Lo:
"Quem começa a construir uma torre sem antes calcular o custo e ver se possui dinheiro suficiente para terminá-la? Pois, se completar apenas os alicerces e ficar sem dinheiro, todos rirão dele, dizendo: 'Esse aí começou a construir, mas não conseguiu terminar!'" (Lucas 14:28-30)
Não se trata de uma lição sobre planejamento financeiro. O que Jesus quer nos fazer pensar é: qual é o custo de seguir a Cristo? Qual é o custo de viver uma vida comprometida com Ele? Quanto custa morrer para as nossas próprias vontades e viver para Deus?
Para muitos de nós, nunca houve um momento na vida que realmente testasse se fizemos um bom cálculo ao seguir a Cristo. Talvez não tenhamos passado por uma doença grave ou a morte de alguém próximo, mas certamente conhecemos pessoas que permaneceram firmes na fé mesmo em meio a grandes provações. Essas pessoas nos inspiram com sua confiança inabalável em Cristo, mesmo em situações difíceis, como durante tratamentos médicos ou perdas familiares. Elas exalam o amor de Cristo em suas vidas e nos lembram do valor de perseverar.
Então, o que fazer diante dessas limitações? A boa notícia é que, diferente de nós, Jesus calculou o preço de nossa redenção. Ele garantiu que tivéssemos tudo o que precisávamos para edificar nossa vida espiritual e lutar contra as adversidades. Nosso sucesso não depende apenas de nossa capacidade de tomar boas decisões, mas da obra completa de Cristo na cruz.
O maior custo de todos foi pago na cruz do Calvário. O nosso desafio é escolher seguir a Cristo e, pela fé, confiar que o Espírito Santo nos capacita a viver uma vida onde tudo é menor do que o amor que temos pelo Senhor.
Hoje, pergunte ao Senhor: "Deus, o que eu tenho amado mais do que a Ti?" Essa pergunta é desconfortável, mas essencial. Se o maior preço foi pago na cruz, como devemos viver com essa realidade em mente? Será que estamos amando mais nossos familiares, empregos ou bens do que a Cristo? Recalcule as suas prioridades e alinhe o seu amor com o maior mandamento.
Jesus pagou o preço por nossa redenção; como podemos responder a esse amor? Se realmente amássemos a Deus acima de todas as coisas, nossas atitudes refletiriam isso. Reavaliemos nossa vida, e que o amor de Cristo seja sempre o nosso maior tesouro.